sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bate - papo com o escritor Luiz Galdino

Na tarde de quarta – feira, dia 30, o escritor Luiz Galdino esteve em um bate – papo com alunos e professores na biblioteca municipal de Leme/ SP, pelo governo de São Paulo no projeto Viagem Literária.

O escritor paulista de Caçapava, Vale do Paraíba, tem cerca de 50 livros publicados, que inclui ficção pra adultos, novelas infanto - juvenis, obras de não ficção (ensaios sobre a História e Pré – História brasileira), escreveu para o jornal Estadão e teve uma carreira de 20 anos na área de publicidade. Galdino conquistou quase 30 premiações com seus livros, entre eles o prêmio Jabuti e João de Barro, têm obras publicadas e estudadas na Alemanha, Itália, no México, Japão, Estados Unidos e Holanda, e o seu livro mais vendido é A vida secreta de Jonas.

Durante a conversa com o escritor, ele não abriu mão de falar do livro e da leitura do começo ao fim no bate – papo com crianças e professoras, e criticou os hábitos de leitura no Brasil. Galdino, explica que o empobrecimento da leitura no país se deve aos regimes militares. 

" Se fala muito em perseguição política, e não se fala jamais daquilo que foi exatamente a destruição do ensino no país. A grande mudança que aconteceu no país foi isso, a destruição do ensino, principalmente, o ensino básico, e a universidade foi transformada em um grande negócio”.

Galdino, afirma que a escrita naquela época era exatamente o oposto da militância, e ainda hoje a escrita chega a ser o oposto daquilo que a sociedade vive no momento, nem sempre o que a sociedade vê é o que realmente acontece.

“Vemos uma coisa na televisão, enquanto a realidade é outra”.

O escritor falou também da sua infância, que teve forte influência de Monteiro Lobato, sonhava em conhecer Lobato sem mesmo saber que o criador de Emília já havia partido pra outra. Luiz Galdino, citou obras de Machado de Assis e um pouco de literatura universal, dentre elas, Os Irmãos Karamazov de Dostoiévski.

Galdino acredita que as pessoas leem porque são influenciadas, porque veem outras pessoas lendo, e o fato de não termos leitores no país, torna uma tarefa difícil de mudar.

“A gente ouve o jovem dizer que não gosta de ler, a gente sabe que isso não é verdade, no Brasil não se lê nada. Os brasileiros não são mais os maiores nem no futebol, hoje o Brasil não é um país de nada. Hoje o Brasil é o país de um presidente que talvez porque não precisou estudar nada pra chegar onde ele está, ele chegou na televisão e disse que ler dá tédio. Um sujeito como esse, tinha que estar em casa, cuidando da família, fazendo uma coisa útil, ele está desvirtuando as pessoas, os seus subalternos todos, nesse país todo”.

No Brasil, a leitura ainda é pouco consumida. O escritor compara a vida de autores atuais a década de 40, uma época em que o país tinha 50 milhões de habitantes e alguns livros do Monteiro Lobato chegaram a vender 50 mil exemplares, hoje, o sujeito lança o livro esperando muitos exemplares e saí uma tiragem de 2 mil exemplares para 190 milhões de brasileiros. “O sujeito passa vergonha de ver o livro encalhar” disse Galdino, que também nos fez relembrar quando as pessoas construíam a sua própria biblioteca, época em que o Brasil formava leitores dentro de casa. A biblioteca no lar era o lugar onde se recebia as visitas mais importantes, e as pessoas que não tinham livros iam à casa do padre, professor, advogado, emprestar livros. Comparado aos dias atuais, em uma família onde o pai, a mãe,  não lê, é bem provável que nessa casa não entra livro e será difícil transformar em leitor. Galdino, disse que foi por esse motivo que a leitura acabou sobrando para a escola. “A escola também não estava apta a responder por isso e a escola não foi criada pra formar leitores. O que está nos livros de hoje é o que a escola considera correto”afirma Galdino.

“Desde criança eu escrevia aquilo que a escola pedia e o que não interessava. Eu era um sujeitinho de opinião”.

As crianças entusiasmadas participaram ativamente com dúvidas e perguntas sobre a vida e obras do autor, um dos alunos perguntou qual a forma de escrever e dicas para os iniciantes na área, o escritor disse não existir forma, teoria literária é bobagem, teoria literária você vivencia. Ainda questionado por alunos em obras e autores preferidos, Galdino volta a dizer que não tem preferidos, mas volta a citar Machado de Assis, Ricardo Guilherme Dicke, escritor Mato – grossense (embora pouquíssimas pessoas conheçam), Dostoiévski, Ziraldo com literatura infantil, capaz de transformar um joelho em um personagem educativo; e confessa não gostar muito de escrever para o público infantil, prefere escrever para jovens e adultos. Uma das crianças questionou se ele se considera um grande escritor. Galdino, respondeu que grande é o Guimarães Rosa.

O escritor não esconde sua paixão pelos índios, e explica que se o homem branco aprendesse tudo com os índios, seríamos mais civilizados, assim como aprendemos a tomar banho com os índios.
Luiz Galdino, que teve uma carreira de 20 anos na área de criação publicitária para comerciais de televisão, resolveu dedicar unicamente a escrita, e hoje, se sente realizado e feliz por fazer o que realmente gosta de fazer. Já a ponto de encerrar o bate – papo, explica que escrever não é um ato solitário, ler é um ato solitário, e conclui com um apelo.

“O Brasil precisa de gente mais educada e gente que lê mais”.

sábado, 26 de setembro de 2009

Mobilização em Leme realiza o plantio de árvores


O mundo todo, Nova York, Londres e até Leme, participou de uma ação global pelo meio ambiente. A atividade foi realizada sábado, dia 26 atrás da faculdade de Leme, a Anhanguera Educacional e contou com o apoio da faculdade, voluntários, secretaria do meio ambiente e a sociedade que participou ativamente no plantio de árvores. Foram plantadas no total de 40 árvores.

A mobilização teve o objetivo de conscientizar a população e chamar a atenção de nossos governantes para o reflorestamento da cidade e a qualidade de vida. A adolescente Thaís Medeiros de 14 anos e residente do bairro Jd. Ariane, se deslocou com muita garra e disposição para plantar árvores e dar força ao movimento, já o jovem Israel Carlos Alves, conhecido por seus inúmeros grafites e trabalhos sociais em Leme, se entregou numa atitude voluntária de coragem e muita força. O movimento chamou a atenção de ciclistas que passaram pelo local e participaram da atividade. Estiveram presente também as guardas municipais Juvenil Correia de Almeida Filho e  Erilândia Pereira Farias, e a polícia militar Valquíria S.M. Moura.

Um dos primeiros moradores do bairro Cidade Jardim, Sr. Carlos Leme Penteado Filho, de 75 anos de idade, mostrou com felicidade as árvores que plantou naquela região e adicionou mais uma para a sua história com o meio ambiente.

O sábado foi marcado por Gandhi " Você deve ser a mudança que quer ver no mundo", e pelo apoio do professor  e  coordenador do curso de biologia Isac Batista. Várias pessoas fizeram parte do projeto e se envolveram numa atitude de responsabilidade social, o objetivo é que ações como estas sejam feitas diversas vezes com a participação da sociedade, e que o ato de plantar árvores volte a ser uma atividade prazerosa, uma brincadeira de criança e não apenas uma obrigação civil. Em um mundo cada vez mais avançado, as pessoas aprendem desde cedo o consumo rápido e desnecessário, na maioria das vezes cansam cedo do que conseguem, querendo mais e sem nenhum apego ao objeto conquistado, mas não aprendem a importância de plantar uma árvore.

As árvores embelezam e contribuem para termos um ar mais limpo e puro, reduz o efeito do aquecimento global, pois atuam como coletora de gás carbônico, evita e reduz a erosão do solo e a contaminação da água, as sombras refresca as ruas e estacionamentos, melhora a qualidade de vida nos centros urbanos. As árvores contribuem para deixar a vida mais agradável.

A mobilização foi encerrada com o desejo de cada participante em acompanhar o crescimento de sua árvore e compartilhar da sombra e história com filhos, netos, em garantir um mundo melhor para as futuras gerações.

Quem quiser conferir as fotos da mobilização, estão disponibilizadas no meu orkut

Foto: Gisleine Monique

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Convite

Galera,


Amanhã, dia 26 (sábado) vamos plantar árvores atrás da faculdade de Leme (Unifian). Será das 9h até as 16h. È uma mobilização pelo meio ambiente, para chamarmos a atenção de nossos governantes e da sociedade. Ajudem - nos a divulgar. Conto com vocês para juntos construírmos a diferença que queremos ver no mundo.

Gi

sábado, 29 de agosto de 2009

Classe C de consumo é o retrato exato do Brasil, revela pesquisa.

Fonte: Jornal da Mídia
Data: 28/08/2009

Rio de Janeiro - Pesquisa realizada pelo Instituto Análise, especializado em estudos sobre consumo e opinião pública, revela que os consumidores brasileiros querem o que é bom. “A classe C quer o que as classes A e B já têm e as classes D e E querem o que a classe C já possui”, disse hoje (28) o cientista político Alberto Carlos de Almeida, do Instituto Análise. O estudo mostra que, em contrapartida, as classes A e B desejam trocar o que têm por algo sempre melhor.A pesquisa será divulgada na próxima terça-feira (1º), no Rio de Janeiro, durante o 4º Seminário Internacional de Comportamento e Consumo, promovido pelo Senai Cetiqt. “A classe C é uma média exata do Brasil. A renda média do país é a renda da classe C”, afirmou o cientista político.A sondagem revela que embora as classes A e B desejem comprar menos produtos, esses são de maior valor que os almejados pela classe C. As classes mais altas têm na TV LCD seu maior sonho de consumo, seguido pela reforma ou compra da casa. Na classe C, a meta principal é a compra de um carro. Em seguida, aparecem o computador, a televisão e o apartamento.Já nas classes D e E, definidas como as mais humildes, a aquisição de aparelhos eletrônicos, como máquinas de lavar, por exemplo, é a maior prioridade. “Ninguém quer parar de comprar, de consumir. Você quer ter alguma coisa que não tem ou quer trocar alguma coisa”. A diferença, explicou Alberto Carlos de Almeida, é que as classes A e B querem trocar o automóvel e a classe C quer comprar.Foram feitas mil entrevistas domiciliares em 70 cidades, no interior e nas regiões metropolitanas brasileiras. A amostra nacional representa toda a população adulta do país de todas as classes sociais, com 16 anos ou mais. De uma lista de 16 itens de consumo, oito são possuídos por todos os brasileiros pesquisados.Os bens considerados indispensáveis são fogão, geladeira e móveis, enquanto ainda permanecem como supérfluos os aparelhos de MP3, moto e TV de LCD. A sondagem revela que, independente da classe sóciodemográfica, grande parte dos brasileiros almeja trocar móveis e geladeira nos próximos 12 meses.De acordo com a amostra da pesquisa, observa-se que a população brasileira adulta é formada em sua maioria por mulheres (52%) e está distribuída na região Sudeste (44%), no Nordeste (26%), no Sul (15%) no Norte/Centro-Oeste (14%). A faixa etária média dos brasileiros adultos, com 16 anos ou mais, é de 38,75 anos, com predomínio de pessoas com estudo até o primário completo (25%), analfabeto ou sem instrução (22%) e até o primeiro grau completo (18%).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

" Distrito 9" - Filme estreia no Brasil e terá anúnicos caça - aliens

Os alienígenas atacam as telas do cinema. No Brasil a estreia está marcada para o dia 27 de novembro, mas já estreou com sucesso e muita pubicidade nos EUA. Do mesmo produtor de O Senhor dos Anéis, Peter Jackson, o filme se passa na periferia africana.
" Bancos apenas para humanos" ou "Cuidado! Secreções de não - humanos corroem metal!", frases como estas estamparam grandes cartazes e tomaram as ruas de cidades dos EUA em ônibus, outdoors e bancos públicos. As peças incluía até um número de telefone para o qual se podia ligar e delatar supostos ETs. Para os desavisados, ficava difícil entender que se tratava apenas de publicidade.
A assessoria de marketing da Sony Pictures disse que a estratégia de marketing utilizada nos EUA deve vir ao Brasil adaptada às características do nosso mercado, e deverá haver uma versão em português do site http://www.d-9.com/, onde é possível conferir um pouquinho do que vem por aí.
A pergunta é: será que a Sony e os ETs vencerão o projeto Kassab Cidade Limpa de São Paulo?.








domingo, 23 de agosto de 2009

Gripe A e lei antifumo - Um desafio para o mercado de eventos.



Com dois assuntos em pauta, gripe suína (H1N1) e lei antifumo que entrou em vigor no dia 07 de agosto, o mercado de eventos brasileiro encontra um grande desafio pela frente. Para algumas empresas no setor de turismo tiveram planos adiados por tempo indeterminado devido ao impacto da gripe suína.


Ricardo Ferreira, presidente do capítulo brasileiro da Meeting Professional International (MPI), disse em entrevista ao site meio e mensagem (http://www.meioemensagem.com.br/), que os primeiros cancelamentos aconteceram no segmento de cruzeiros que sofreram com casos de pacientes infectados pela doença a bordo. Porém, os cancelamentos massivos foram nas atrações realizadas no México, principalmente Cancun, e em Buenos Aires, na Argentina. Os argentinos, por sinal, sentiram o impacto da gripe suína em uma das suas atrações mais tradicionais: os espetáculos de tango. As casas de dança sofrem com a ausência dos turistas estrangeiros e registram queda de 70% no número de presentes durante os shows.
Ferreira, acredita que o cenário melhore quando a tal gripe deixar as manchetes dos jornais e as pessoas retomarem suas atividades normalmente. "Talvez demore entre dois e três meses para a situação se estabilizar", estima.
A opinião de Ferreira não é a compartilhada por algumas das principais agências de eventos no Brasil. Fernando Figueiredo, presidente da Bullet, afirma que a doença não afetou diretamente os negócios. Ele conta que a Bullet teve apenas dois eventos cancelados, que ainda estão sem locais e datas confirmadas para a realização.
Para a TV1 Eventos, o ritmo também continua aquecido. Marcelo Fabian, diretor de operações da empresa, disse que a solução é não propor negócios em localidades de risco, com alta incidência de casos da gripe, como Porto Alegre e Buenos Aires, para preservar os funcionários e clientes. A agência não tem nenhum evento agendado para esses lugares e todos seus compromissos estão confirmados, assim como a perspectiva de crescimento.
Já Iron Gomes Guimarães, diretor de produção Tudo Eventos e Conteúdo, admite que houve queda nos eventos de endomarketing. Isso devido às recomendações do RH das empresas. Em contrapartida, o profissional afirma que os eventos dirigidos ao público cresceram.
Quanto à lei antifumo, todas as agências são unânimes em afirmar que a medida não teve influência, pois já trabalhavam com restrições ao cigarro e apostavam em espaços abertos destinados aos fumantes. Os executivos acreditam que é uma questão de adaptação, assim como aconteceu com a Lei Seca, mas que não deve se refletir nos negócios.

Fonte : http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo/?Gripe_A_e_lei_antifumo_desafiam_mercado_de_eventos
Foto: Gisleine Monique

Quem foi que disse que Marketing é vender?

Quando a pergunta é: O que é Marketing?.

A maioria das pessoas equivocam em achar que marketing é vender, e que marketing e vendas são a mesma coisa. Vamos lá, é claro que vender é ferramenta do marketing, porém, marketing abrange muito mais que apenas vender. O economista Peter Drucker observou que " o objetivo do marketing é tornar supérfluo o esforço de vender". O que Drucker quis dizer é que a tarefa de marketing é descobrir necessidades não atendidas e fornecer soluções satisfatórias. Quando a ação de marketing é bem realizada, as pessoas aprovam o novo produto e ocorre aquilo que chamamos de comunicação boca - a - boca, ou seja, pouco esforço de venda se faz necessário.
Kotler, diz em seu livro Marketing para o século XXI, que marketing não pode ser o mesmo que vender porque começa muito antes de a empresa ter o produto. Marketing é a tarefa, assumida pelos gerentes, de avaliar necessidades, medir sua extensão e intensidade e determinar se existe oportunidade para lucros. A venda ocorre somente depois que um produto é fabricado.
O que acontece com as empresas hoje é que os gerentes não consideram as despesas com marketing um investimento e sim um custo propícios a risco. Outro erro comum é encarar o marketing como um departamento isolado. Qualquer departamento pode tratar bem ou mal os clientes, quem nunca encontrou uma dificuldade em obter uma informação?, ou um produto que chegou danificado até as suas mãos?. Enfim, inúmeras falhas podem acontecer se todos os departamentos não trabalham em conjunto e não se dedicam a satisfazer o cliente.

" Qualidade é quando os clientes voltam e nosso produtos não".
(Lema da Siemens)